Friday, September 2, 2011

A perfeita dor de Deus

Foram tres semanas longe de Deus. Nenhuma razao em especial para isso, apenas cansei de fazer o “correto.” Nao sei…uma sensacao estranha. Entao, me afastei. Apos tres semanas, em um belissimo Sabado de manha, nao fui a igreja. Precisava conversar com Deus de uma forma diferente…”face-a-face”…”colocar os pontos nos is”… Entao fui a um parque aqui perto de casa, sentei em um dos bancos e comecei a escrever no meu “journal” para Deus…foi bom…revitalizante…foi bom conversar com Ele.

Eu contei a Deus sobre as minhas decepcoes…sobre as minhas dores, meus dissabores, meu sentimento de “nao pertencer”…nem aqui, e nem ai…as vezes me sinto deslocada. Falei para Ele sobre a dor humana ( caso, Ele nao soubesse!) …e essas foram as minhas palavras: “Pai, e muita dor…e muita dor nesse mundo. Eu nao aguento ver tudo isso.”

Como um relampago foi a Sua voz para mim. “Amada, eu gosto muito de ouvir a sua perspectiva das coisas e ver que voce se comove com a dor desse mundo, mas voce gostaria de ver a minha perspectiva? Veja, eu vejo tudo perfeitamente, sei tudo perfeitamente…e SINTO tudo perfeitamente. A sua dor e parcial pela humanidade. A minha e perfeita. Isso nao faz dela boa em nenhum sentido, mas a faz forte em todas as formas. Eu SINTO, OUCO, e VEJO de uma forma inarravel, incontavel, e inimaginavel a voce.”

Eu entendi. Meu Pai estava me explicando que Ele sente uma dor tao forte e intensa que e perfeita, enquanto a minha dor e limitada. Eu sei que 30 mil pessoas morreram de fome na Somalia nos ultimos tres meses…mas Deus…Deus viu perfeitamente a cena, ouviu perfeitamente a angustia, sentiu perfeitamente a dor transbordante daqueles que Ele ama perfeitamente.

Foi bom ouvir a perspectiva do Eterno. Ele mudou a minha forma de ve-Lo. Isso porque temos conscientemente a idea de que no ceu e tudo perfeito, nos da a impressao de que Deus nao sofre, nao chora, nao se entristece. Eu acredito que isso aconteca…a unica diferenca…e que acontece perfeitamente.

P.S: “Obrigada, querido Pai. Obrigada por falar comigo, mesmo quando eu escolho ficar longe por tres semanas.”

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