Nao estou muito inspirada a brincar com as palavras, a criar com estruturas, e a pensar em algo que serah brilhante para as outras pessoas. Na realidade, geralmento nao penso em escrever coisas brilhantes. Na realidade, elas sao frutos de Deus falando a minha mente. Mas, porque a minha mente tem estado bem ocupada com tantas leituras, prazos de entrega de pesquisas, e outras “preocupacoes,” as vezes a mente fica perturbada….e dai nao escutamos. No entanto, esta semana Deus abriu os meus olhos para mais um dos meus pecados como ser humano: o “vicio”de querer achar um culpado para o que nao dah certo.
Meu pai eh um ser, no minimo interessante, que vale a pena citar como exemplo. Ele constantemente acha um culpado para o que dah errado. Se ele bate o dedinho do peh em uma das pernas da cadeira, ele chuta a cadeira e xinga com milhoes de palavroes. Se a televisao nao funciona direito, ele xinga a “droga” da antena que nao funciona, e assim vai. Para tudo ha um culpado ou algo/alguem para jogar a culpa.
Analisando esta simples atitude, lembrei das vezes em que vi pessoas morrerem e aqueles que ficaram aqui nesta terra culpando a Deus. Outras vezes, vi planos serem frustrados e pessoas perguntando: Porque Deus? Porque isso aconteceu sendo que orei tanto? O interessante eh que geralmente nao observo as pessoas se conformando com o que nao dah certo. Porque parece que nao queremos nos acostumar com o “nao dar certo?”
Constantemente eu oro pela vida daqueles que amo ( e ateh aqueles que nao amo muito, porque preciso aprender a ama-los a distancia), peco ao Soberano Pai para protege-los e capacita-los com vida e uma nova manha. Peco que Deus me de a oportunidade de reve-los ( eh dificil ficar um ano longe e nao ter a certeza de quando serah a “ultima” vez). No entanto, em um dia desses enquanto orava por tais bencaos, ao mesmo tempo agradecida por Deus ter capacitados os meus queridos com mais um dia de vida, eu disse: “Pai, obrigada pela Tua fidelidade em proteger aqueles que amo.” Novamente, Deus foi bem rapidinho e me perguntar, “filha, Eu continuarei a ser fiel a voce, quando Eu ‘deixar de proteger’ uma dessas pessoas que vc ama?” Honestamente, queridos, mas bem honestamente…eu fiquei muda. Nao porque eu duvidei da fidelidade de Deus…nao mesmo…nem por um segundo, mas porque fiquei imaginando como seria o dia em que perderia alguem que amo pela morte e mesmo assim diria…”Deus, Tu es sempre fiel.” Na minha limitada visao de “fidelidade,” Deus PRECISA ser Deus (poderoso, curador, onipotente, O fazedor de milagres) e isso significa, “por favor, Deus…guarda a minha familia e amigos SEMPRE.”
Bom, fiquei chateada comigo mesma, gostaria de ter dito a Deus, “sim, mesmo perdendo alguem que amo, continuarei a ver a Tua fidelidade ao meu redor,” mas eu nao consegui…nao pude mentir para Deus…precisei dizer, “Senhor, eu preciso de ajuda para viver o que estas a me pedir.”
Ha alguns meses atras eu assiti a um sermao em que o pastor falava exatamente isso, “o que eu farei quando Deus nao responder a minha oracao…quando Ele nao “proteger” e “guardar” alguem que amo? Resumindo, ele disse, “ este eh um mundo falido (o que no Ingles seria “quebrado,” “sem conserto”), voce vai passar pela dor da morte…cedo ou tarde, Deus nao poderah fazer nada a respeito porque esse eh o nosso “terreno destino final.”
Eu entendi…e aceitei…com dor no meu coracao…eu aceitei. Aceitei a “limitacao” do Todo-Poderoso quando o assunto eh “este mundo” apenas porque “este mundo” nao tem conserto…nao ha como parar a dor, nem achar culpado para ela. A dor e a separacao sao parte e fazem parte do “salario da morte.” Deus continua a ser Deus…soh que de forma diferente…mais intimo…mais pessoal…mais unico. Porque Ele tambem sabe quao alto foi, e eh, o salario da morte.
“Pois sao sofredores, se alguem vos poe em servidao, se alguem vos devora, se alguem vos apanha, se alguem se exalta, se alguem vos fere no rosto. . . . sao hebreus? Tambem eu. Sao israelitas? Tambem eu. Sao descendencia de Abraao? Tambem eu. Sao ministros de Cristo? Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em acoites, mais do que eles; em prisoes, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco e quarenta aconites menos um. Tres vezes fui acoitado com varas, uma vez fui apedrejado, tres vezes sofri naufragio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nacao, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falso irmaos; em trabalhos, em fadiga, em vigilias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Alem das coisas exteriores, me oprime cada dia o trabalho de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu tambem nao enfraqueca? Quem se escandaliza, que eu nao me abrase?
Se convem gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito a minha fraqueza.”
II Cor. 11: 23
Sou grata por Paulo ter registrado tais dificuldades…de certa forma me faz sentir uma crista “normal” neste mundo falido.
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